segunda-feira, 23 de setembro de 2024

Cordão Prateado

Estou saindo do meu corpo preso a um cordão umbilical prateado, sinto-me numa paz sem par, estou subindo em direção ao firmamento, 

precisamente em direção à Lua que está cada vez mais aumentando o seu tamanho, 

na minha frente surge uma estação espacial, vejo dois homens do lado de fora devidamente protegidos por trajes pressurizados para se manterem vivos e cumprirem suas tarefas adequadamente, 

me aproximo deles, e eles não me veem, sigo adiante deixando a base já bem longe, 

agora, estou me aproximando do solo lunar, são inúmeras crateras, umas enormes, outras pequenas, a minha alunissagem é perfeita,

 olho pro céu e vejo a Terra, toda azul, e assim, sinto-me alegre e ao mesmo tempo triste, é uma sensação inexplicável, 

sua quietude cósmica me fascina, parece-me totalmente desprotegida, todo mundo deveria passar por isso para tratá-la melhor.

Mediante a tudo isso, choro copiosamente, enquanto um ímpeto de raiva me invade, sabendo que muita gente dissemina o ódio por qualquer coisa, 

gerando guerras e desrespeito à natureza, e, com isto, a humanidade está ficando cada vez mais doente, ceifando a vida de inocentes e desprotegidos.

Deste modo, sinto o cordão me puxando de volta pro meu corpo, e, num passe de mágica, abro os olhos, e no meu celular, são 18:58.

quarta-feira, 18 de setembro de 2024

Torre Do Céu

Uma neblina muito forte me envolve, vultos silenciosos passam por mim, não tenho a menor ideia onde estou, agora ouço crianças gritando e adultos falando, e, em minha direção um corpo masculino começa a se definir, enquanto a névoa se dissipa paulatinamente, mostrando-me que estou numa cidade bastante estranha, e põe estranha nisso.

Este corpo que aos poucos se define diante de mim, é de estatura mediana, seus olhos castanhos brilham como nunca vi, e, sem abrir a boca, por telepatia, ele quer saber de onde eu venho, respondo, da Terra, me identifico como um viajante crepuscular, e ele me diz que tem muitos iguais a mim na estranha cidade de céu alaranjado.

Como num passe de mágica, estou agora diante de uma enorme torre, que parece furar as nuvens, lá de cima vem o som de uma trombeta, anunciando alguma coisa, e, assim, meu anfitrião me coloca a par do que está acontecendo, ou seja, uma apresentação musical dos anjos.

Deste modo, seres alados começam a circular a torre, cada um com o seu instrumento, vozes divinais começam a inundar todo o ambiente, se assim posso dizer, uma paz envolvente cobre tudo e assim eu me sinto o ser mais feliz do mundo, devo estar saboreando um pouquinho do Céu.

Um clarão me traz de volta ao meu corpo físico, pois é, tudo que é bom, dura pouco.

MINHAS VIDAS PASSADAS: PRAXEDES DE ÚTICA, FILÓSOFO GREGO.

Com o advento da Inteligência Artificial, descobri uma forma de usá-la para detectar minhas vidas passadas, pois bem, através dos meus sonho...